Memórias Sobre Neve Derretida
Estreia - 24 de abril 2026
Apresentações
24 (estreia), 25, 26 de abril
1, 2 e 3 de maio
Horário
19h30
Local
Lugar Palmilha Dentada
Endereço
Travessa da Águas 125, 4000-099 - Porto
Duração do espetáculo
60 min. (aprox.)
M/12 anos
"Espetadores de idade inferior ao escalão etário atribuído podem assistir à exibição de espetáculos de natureza artística , desde que acompanhados por adulto que por eles se responsabilize. Atente-se que aquela faculdade não se aplica a crianças com idade inferior a 3 anos de idade."
É imprescindível a reserva prévia.
Os bilhetes devem ser levantados até 15 minutos antes do início do espetáculo.
Não possuímos Multibanco nem MB WAY
Contatos para informações e reservas
teatroarama@gmail.com
aramateatro@gmail.com
Tel. 962 657 894
Sinopse
"Sobre o que é que uma pessoa digna pode falar com mais prazer? Resposta: sobre si mesma. Então, vou falar sobre mim." A partir desta convicção o Homem do Subterrâneo inicia o seu monólogo, tendo a si próprio como interlocutor, em que se circula por entre os seus profundos ressentimentos e as suas inabaláveis qualidades, sendo as principais destas: a sua inteligência superior - sobre quem quer que seja - e a sua consciência doentiamente desenvolvida.
No entanto, estas auto-atribuições qualificativas apresentam-se, ao mesmo tempo, como os grandes obstáculos irrefutáveis à sua realização profissional, social e humana, pois acredita: "Só um parvo pode transformar-se em alguma coisa".
Influenciado pela neve que cai naquele dia, o Homem do Subterrâneo é conduzido pelo fio da memória, a uma noite em que sofre uma humilhação praticada por uns antigos colegas de escola durante um jantar, para o qual ele mesmo se havia auto convidado. É no seguimento da humilhação sofrida que ele encontra Lucas, um jovem profissional do sexo, a quem o Homem do Subterrâneo paga por um serviço sexual. Mas este encontro vai transformar-se em algo muito mais amplo, profundo e tortuoso. Lucas torna-se o objeto ideal para aquela personagem atormentada e ferida, que a qualquer custo anseia demonstrar poder sobre alguém como estratégia de sobrevivência à humilhação sofrida pelos "seus pares".
Ao longo da relação entre ambos, nascem e aprofundam-se sentimentos - aparentemente - inesperados, contraditórios, obsessivos! Reflexões, confissões, desejos e delírios são trazidos, neste quadro em que a imagem de Lucas eleva-se, para depois ser rebaixada. Ele tem o poder da compreensão da compaixão e isso o Homem do Subterrâneo não pode suportar!
Nele habita a cruel impossibilidade do outro.
A adaptação
“Memórias Sobre Neve Derretida” parte da relação entre o Homem do Subterrâneo e Lucas (no original esta personagem é Lisa, trabalhadora sexual, de extrema relevância a partir do meio da segunda parte da obra: “A Propósito da Neve Derretida"). É sobre esta parte do romance que a adaptação se foca mais especificamente, porém o recurso a excertos da primeira parte do livro, assim como à parte inicial da segunda, foi imprescindível para a contextualização da versão adaptada para o espetáculo.
De acordo com uma visão genérica da obra, assistem-se aos pontos de vista da personagem central - que não tem um nome próprio - sobre a humanidade e sua descrença na mesma. Nesta adaptação traçam-se, inevitavelmente, as caraterísticas relevantes que definem e fundamentam a personagem do "Subterrâneo", ao mesmo tempo que permitem uma contextualização mais precisa para o desenvolvimento da complexa relação entre o Homem do Subterrâneo e Lucas: um jovem que vive do trabalho sexual.
A troca do género da personagem no espetáculo resulta da intenção de apontar um território onde ao longo da história não se movimentam somente mulheres, embora a motivação principal para esta criação não se prende com este tema (trabalho sexual masculino); contudo, não deixa de ser uma tentativa de abrir um pouco mais a porta para uma realidade que parece continuar a ser olhada através da frincha da Sociedade.
Outros textos do autor utilizados na adaptação : pequenos excertos do romance “O Adolescente” e do conto “Coração Débil”
Ficha artística e Técnica
Adaptação:
Tó Maia
Encenação, iluminação e interpretação:
Fernando André e Tó Maia
Direção de atores:
Sandra Salomé
Cenografia e figurinos
Tó Maia
Design gráfico, vídeo , sonoplastia
Serge Bochnakian
Fotografia
André Delhaye
Operação técnica
Serge Bochnakian e André Delhaye
Colaboração nos figurinos
Susana Lamarão
Agradecimentos
Macaréu – Associação Cultural
Teatro Palmilha Dentada
Su Maia